Acendia-se a fogueira e assavam-se as castanhas. Comia-se e bebia-se, chasqueava-se, convivia-se - desde os tempos mais remotos, os Estudantes e os populares lado a lado, acamaradados. Apesar do desagrado de que sempre se revestia para os Estudantes a intromissão na sua festa de elementos estranhos às actividades académicas (todos os "estranhos" eram designados por "futricas", na gíria estudantil, e como tal repudiados), era este o momento das Nicolinas em que, em princípio, não se levantava qualquer obstáculo a essa participação.
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Aliás, na base da realização do Magusto encontra-se o desejo de camaradagem e convívio, desde sempre característico da juventude académica. E isso acontecia, ainda com maior força de razão, em tempos recuados, quando as possibilidades de liberdade e espairecimento não eram comparáveis sequer às do tempo actual.
A essa necessidade natural de convívio e diversão juntava-se o facto de se tratar de uma festa que tomava como pretexto a celebração do São Nicolau, numa altura do ano em que abundava a castanha e o vinho, óptimos pretextos para se conviver.
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Depois do Magusto, alguns Estudantes, em grupos, ainda se viravam para a "moinice", e procuravam casas senhoriais, ou até tabernas, para que lhes fosse facultada a Posse da Ceia, e assim não perdessem pitada do que valia a pena ... (Notícias de Guimarães, de 11.12.60).
Primitivamente, o Magusto realizava-se no Toural. Era aí o centro das actividades lúdicas e de lazer da cidade. (...) Com a trasladação do levantamento do Pinheiro para São Francisco, e posteriormente daí para o Campo da Feira, o número do Magusto foi acompanhando, e mudando igualmente de local.
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O melhor local para o Magusto é sem dúvida a recém-restaurada Praça de S. Tiago onde aliás já teve lugar em 1990. A Praça encontra-se acolhedora, liberta de trânsito, funcionando como uma bela sala de visitas de Guimarães, onde a solenidade dos tempos gloriosos de outrora se poderá novamente reviver.
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